AUMENTO SALARIAL
Servidores de Jaguariúna rejeitam proposta e Sindicato tenta novo acordo
A cidade tem 1.720 servidores municipais, mas pouco mais de 50 compareceram à assembleia na Câmara
Após muita discussão, os servidores que se reuniram com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaguariúna, em assembleia extraordinária realizada no final da tarde da quarta-feira (10), na Câmara Municipal, decidiram não aceitar a proposta de reajuste de 5% oferecida pela prefeitura, nem o abono salarial de R$ 150 a ser pago no mês que vem.
A cidade tem 1.720 servidores municipais, mas apenas cerca de 50 funcionários compareceram ao encontro e chegaram a propor a paralisação. Porém, devido ao reduzido número de trabalhadores presentes na reunião, o advogado do sindicato, Alexandre Alves de Godoy, avaliou que a opção pela greve, neste momento, teria poucas chances de prosperar.
“Para uma paralisação ter o resultado esperado, de obter um acordo mais justo para a classe trabalhadora, é preciso a adesão de pelo menos 70% da categoria”, explicou, ao lado do presidente da entidade, Antonio de Paulo Amaro.
A alternativa proposta pelo sindicato foi um abaixo-assinado onde cada servidor terá a tarefa de coletar assinaturas de mais nove funcionários para que na próxima semana o sindicato faça um último contato com o Executivo em busca de um novo acordo.
“Nós entendemos que um abaixo-assinado é a melhor maneira de fazer o prefeito entender que os funcionários não estão satisfeitos”, disse Maria Rita Elisa Granato, diretora do sindicato.
No ano passado a Prefeitura concedeu reajuste de pouco mais de 17% ao funcionalismo, tido como o maior do País. O aumento de 5% proposto para este ano e mais o abono de R$ 150 levarão a folha de pagamento dos servidores a um total de cerca de 40% da receita orçamentária do município. A Prefeitura justificou ao sindicato que, se no ano passado a prioridade foi investir no social, em 2010 a administração vai direcionar mais investimentos em obras e infraestrutura.
Fonte: Mauren Ribeiro (TodoDia), com informações do Portal dos Trabalhadores