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RENDA 02/02/2012 Mulheres ainda enfrentam desigualdades salariais no mercado de trabalho Em média, as mulheres ganharam R$ 1.343,81 contra R$ 1.857,64 dos homens.

 

A renda do trabalhador brasileiro apresenta cenário favorável, mas as desigualdades salariais nos ganhos ainda persistem. Só em 2011, as mulheres ganharam, em média, 28% a menos do que os homens, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em média, as mulheres ganharam R$ 1.343,81 contra R$ 1.857,64 dos homens.

Isso ocorre num ano em que o rendimento médio mensal habitualmente recebido no trabalho principal, de homens e de mulheres, foi estimado em R$ 1.625,46. A quantia é equivalente a aproximadamente três salários mínimos, e foi o valor anual médio mais elevado desde 2003, 2,7% superior a 2010.

A disparidade não atingiu somente gênero, mas também raça. No ano passado, os trabalhadores de cor negra ou parda ganhavam, em média, pouco mais da metade do rendimento recebido pelos trabalhadores de cor branca. As médias anuais de renda, em 2011, foram de R$ 1.073,22 para os trabalhadores de cor negra e de R$ 1.121,44 para os de cor parda, enquanto a dos trabalhadores de cor branca foi de R$ 2.050,25.

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Raimunda Gomes, a Doquinha, essa disparidade é resultado da ausência de uma política que garanta os mesmos direitos a homens e mulheres no mercado de trabalho. "Tudo isso acontece por conta da desigualdade histórica. Daí a grande necessidade de aprovarmos o PL da Igualdade. As mulheres continuam avançando, em razão da formação e qualificação que têm sido crescentes. Porém, continuam com salários menores, por conta da diferenciação na valorização da mão de obra feminina e masculina, resultado de uma cultura machista intrínseca na sociedade brasileira".

Tramitam no Congresso Nacional, dois Projetos de Lei que versam sobre a Igualdade de direitos entre homens e mulheres: um na Câmara dos Deputados (4857/2009 e 6653/2009 - autoria da deputada Alice Portugal e outros parlamentares) e outro no Senado Federal (PLS 136 - do Senador Inácio Arruda).

Ambos, em sua essência, visam garantir às mulheres as mesmas oportunidades, no mercado de trabalho e na sociedade e estabelecem punições aqueles que discriminarem qualquer mulher em função da questão de gênero, raça, orientação sexual ou classe social.

Fonte: Portal CTB com informações da Agência Brasil


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